EPS pode reduzir até ~35% de CO₂ vs. cartão na proteção de máquinas de lavar
Estudo TNO 2025sobretudo em grandes volumes de expedição
Mas um estudo ISO-certificado de 2025 mostra que a pergunta certa não é “qual material parece mais verde?”, e sim: “qual solução reduz o impacto total do sistema (produção + transporte + danos + fim de vida)?”
Neste case study, analisamos uma comparação completa entre embalagem protetora em EPS e solução equivalente em cartão para o transporte de máquinas de lavar, com resultados que desafiam o senso comum.
Um fabricante europeu de eletrodomésticos expede milhares de máquinas de lavar por mês. A embalagem, repetida à escala, tem impacto direto na pegada de carbono — e ainda influencia duas variáveis críticas: eficiência logística e taxa de danos em transporte
Como foi feita a comparação (visão “sistema completo”)
Porque é que o EPS “ganha” no impacto total?
1) Menos peso = menos emissões no transporte
A solução em EPS é aproximadamente 75% mais leve (0,877 kg vs 3,50 kg). Em volume, isto reduz combustível e emissões por quilómetro percorrido.
O estudo ilustra o efeito à escala: em 10.000 máquinas, são cerca de 26 toneladas a menos de embalagem transportada.
2) Proteção superior reduz emissões “escondidas”
A diferença de danos em condições reais é material:
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EPS: 0,8%
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Cartão: 1,25% (≈ 56% mais danos)
E aqui está o ponto crítico: produto danificado tem um custo ambiental elevado (substituição, devoluções, retrabalho, logística adicional). O estudo traduz isso em CO₂ adicional associado a danos.
Exemplo (10.000 unidades expedidas):
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EPS: 80 unidades danificadas → 289,6 kg CO₂
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Cartão: 125 unidades danificadas → 706,25 kg CO₂
Diferença: +416,65 kg CO₂ só por danos.
3) Eficiência volumétrica: mais unidades por camião
Em embalagens de proteção, não conta só o peso: conta o volume e o ajuste ao produto. Embalagem mais compacta pode significar mais unidades por camião, logo menos viagens, menor pegada logística e mais previsibilidade operacional.
4) Mesmo com taxas de reciclagem “assimétricas”, o resultado mantém-se
O estudo considera um cenário realista onde:
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EPS com 40% de reciclagem (taxa europeia referida no estudo)
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Cartão com 100% de reciclagem (cenário ideal)
Ainda assim, quando se contabiliza o sistema completo — especialmente danos e transporte — o EPS mantém vantagem na pegada total.
A lição principal: 3 KPIs que decidem a sustentabilidade “real”
Se está a avaliar alternativas de embalagem protetora, este estudo destaca três indicadores que devem estar no centro da decisão:
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Taxa de danos em condições reais
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Peso total da embalagem
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Eficiência volumétrica (unidades por camião)
Ou seja: pensar no sistema, não apenas no material.
O que isto significa para fabricantes e marcas. Trocar para cartão pode parecer intuitivo — mas pode aumentar emissões se:
Quer comparar a sua aplicação específica?
Cada produto, rota logística e taxa de danos muda o resultado. Se quiser, podemos ajudar a avaliar possíveis soluções (peso, design de proteção, otimização logística e opções de fim de vida) com foco em performance e impacto.
Contacto: Tiago Martins – tiago.martins@bewi.com